segunda-feira, 10 de agosto de 2009

amamentação

De 01 a 07 de agosto foi a Semana Mundial de Aleitamento Materno e eu queria falar um pouquinho sobre esse ato de amor que é amamentar. A Juju completa oito meses essa semana e eu amamento ela até hoje. Até os seis meses foi só o peito, hoje ela come papinhas, frutas, mas ainda mama uma vez depois do almoço e umas 4 vezes durante a noite/madrugada. E agora que ela tá maiorzinha e mais esperta, já pede pra mamar pegando na minha blusa. Não vou dizer que foi tudo flores desde o início. Principalmente no início. Logo que ganhei ela (foi de cesárea e esse é um outro texto que preciso fazer, pois eu não queria, fiquei sabendo uma semana antes e achei horrível), depois de me recuperar um pouquinho me deram ela pra mamar. Nossa, foi lindo, apesar de toda a inexperiência, de tentar pegar o jeito, etc. E ela mamou daí em diante. Quando fui pra casa, três dias depois dela nascer, é que desceu o leite mesmo (antes era o colostro). Bah! Meus seios empedraram, doía até os fios de cabelo, fui parar no hospital e nem "ordenhar" deu, pois a dor era imensa. Então me enfaixaram em "oito" os seios e o leite foi derramando, foi aliviando e eu pude amamentar mais feliz. Depois disso veio os bicos rachados e a dor insuportável enquanto ela mamava. Mas eu suportava, pois saber que estava alimentando a minha filha com o meu leite era a melhor coisa que eu podia sentir. E levou alguns dias pra passar essas fissuras, pra ela se adaptar ao meu peito e eu me adaptar à ela, agarrada com a boquinha em mim. Depois tudo foi beleza. Parece um drama esses acontecimentos doloridos? Que nada. Relatei as dificuldades porque não vou mentir que ela saiu de dentro de mim e nós duas nos acertamos de primeira na mamada. Foi difícil sim. Mas nem passou pela minha cabeça desistir. Nunca. E se tivesse que passar por tudo de novo, passava com certeza, pra poder alimentar minha filha com o meu leite. Não tem nada no mundo que equivale a satisfação de se sentir forte, provedora do alimento da própria filha - alimento esse que não há o que se compare com a qualidade e todos os benefícios que traz pra criança. O poder de colocá-la no colo e olhar em seus olhinhos e ver sua boquinha grudada em mim. O vínculo que nós duas criamos uma com a outra é um dos maiores presentes de Deus. Dor nenhuma nesse mundo me faria desistir. E o leite? Ele vem sim. Forte e em abundância. No início eu precisava usar conchas pois até eu produzir só o que ela precisava, jorrava leite do meu peito. Nem cogito aqui o argumento que alguns usam de que o peito pode cair, que eu tô é andando pra isso. Não nasci com vocação pra "manequim de vitrine" que muitas mulheres desejam ser. Quer seja pela amamentação, quer seja pela idade, um dia cai. O importante é amamentar. Sempre. E com amor. Não tem preço.

pais

Ontem foi o dia dos pais e queria deixar aqui registrado um abraço para cada um dos pais à minha volta.
Meu pai: parabéns. Me criaste oferecendo educação, saúde e lazer e sempre tive um ambiente familiar muito legal, com pai e mãe juntos e os meus irmãos. Sei que ofereceste o que conseguiste oferecer dentro de tuas possibilidades como pessoa. Faltou desapego às tuas coisas e aos teus interesses, para que pudesse ser um pai voltado aos filhos. Lamento não poder olhar nossa história e poder dizer "meu pai é meu amigo e ele faz tudo pelos filhos". Faltou isso. Amizade, doação. Mas cada um dá o que tem dentro de si e o que tu tem é isso. No mais, agradeço a educação, o amor, o cuidado recebido. Sem mágoas.
Meu marido: paizão. Daqueles de coração mole. Faz tudo pelos filhos. Até demais. Precisa da mulher pra dizer não, caso contrário, deixa os filhos fazerem tudo. Se doa. É um leão na hora de proteger as crias. Participa nos cuidados, brinca feito criança e é um exemplo de caráter e dignidade pros piás. Sei que a Juju vai olhar pra ti mais tarde e dizer "meu pai é meu amigo, parceiro e sei que posso contar com ele pra qualquer coisa".
Meu irmão Jr.: tu é pai, guri! Parece que foi ontem que brincava contigo. Um exemplo. O amor e cuidado que vejo tu ter com os guris é lindo. Brinca junto, entra nas fantasias dos piás e não deixa nunca de ser firme na hora em que tem que ser: na hora de educar. É muito legal ver a maneira como tu cria as tuas "crias".

Parabéns pra vocês e pros demais pais que conheço. O papel de vocês é muito importante na nossa vida.

domingo, 2 de agosto de 2009

amo amo amo


quarta-feira, 15 de julho de 2009

porque chupar laranja é bom demais...

Esta figurinha completa sete meses hoje.
Sete meses de vida renovada a cada dia.
Ela me ensina a ser feliz.
E a felicidade está:
- em ganhar um sorriso de dois dentinhos
- dormir com sua mãozinha em meu rosto
- conversar, conversar, gritar e conversar
- ser acordada por sua mãozinha apertando meu nariz
- ver ela dormindo com a mãozinha no rosto do papai
- dar papinha pra ela e a cada colherada, ela segurar a colher com os dois únicos dentinhos que ela tem...
... tanta, mas tanta coisa.
Como é bom ser tua mãe, Juju.

chega

Quem sabe se pudéssemos nascer com um chip de psicologia instalado em nosso cérebro não evitaríamos tantos desgastes nas relações humanas... Eu sei que a riqueza do ser humano está em aprender cada dia com os erros e acertos, com as desilusões, com as agradáveis surpresas... Mas é que tô numa fase de não ter mais paciência com as relações humanas-mundanas. Chega de ser boazinha com quem não quer ser bom consigo mesmo, chega de ser compreensiva com quem não compreende o que existe a dois palmos do nariz. Tenho os meus problemas pra resolver, tenho uma filha pra criar, um marido pra amar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

eu ia voltando...

... quando minha pitoquinha enfrentou sua primeira gripe na vida. Dá uma dó... a gente quer que aconteça com a gente, mas não com os filhos. E espirra, e tosse, e fica enjoadinha... nariz entope... um pecado. Não dá vontade de tirar do colo da gente. Mas agora tá melhorando. Voltando a ficar sapeca.

terça-feira, 16 de junho de 2009

e aí tá a filhota...

Esta guriazinha é tudo de bom na minha vida!

... eu tô voltando

Prepara a prosa, puxa um banquinho porque eu tô voltando.
Depois de muito tempo longe do mundo virtual, curtindo a filhota em casa, agora meu maridinho lindo preparou tudo, providenciou o computador e a internet em casa e cá estou eu! Para fazer umas das coisas que mais gosto: escrever no meu blog.
Então tá. A partir de hoje.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

linda...


terça-feira, 7 de abril de 2009

ando sumida...

... é que tem uma guriazinha que tá cada dia mais esperta e eu tô curtindo cada minuto com ela.

sexta-feira, 27 de março de 2009

imagem

meu irmão Juliano e minha filha Juliana.

quarta-feira, 25 de março de 2009

33 anos

Às vezes, me tiram pra Cristo. Às vezes, gostaria de ter um pouco de Cristo. Às vezes, sou meio que o anti-Cristo. Mas nesses 33 anos de minha vida, sou sempre eu. Uma guria que tenta ser um bom ser humano. Que é uma mistura de mulher, criança, comportada, muleque, certinha, rebelde, sã, insana, coerente e incoerente, boa e má... e agora, mãe. Uma guria que há 33 anos busca a sua verdade. Ou a dúvida dessa verdade. Não há uma definição. Há uma sucessão de erros e acertos, mas de muitas tentativas. E agora, além de tentar por mim, tenho que tentar pela Juliana, também.

Hoje completamos 66 anos! Os meus 33 e os teus 33, meu querido Juliano. Desde que decidimos dividir a barriga da mãe, fomos criando laços muito fortes. Não tem como explicar o que é ser gêmeo. É diferente. É forte. É bonito. Amo ter ficado "apertada" na barriga da mãe junto contigo. Amo ter crescido e brincado muito contigo. Amo ter sido tua colega em toda nossa fase escolar. Amo ter dividido boa parte da vida contigo. Depois de adultos, cada um seguiu uma profissão, outros amigos, outros caminhos. Mas sempre juntos no que der e vier. Porque simplesmente nos amamos. Simplesmente somos gêmeos. E hoje a Juju vai te dar um sorriso. Mas a partir do ano que vem, ela vai dizer: "Parabéns, dindo Juliano!"

quarta-feira, 18 de março de 2009

se não fosse minha...

eu juro que pegava pra mim!

terça-feira, 10 de março de 2009

uma mudança

Um certo dia, aquele exame de farmácia começou a mudar minha vida. Não foi a decisão de ter um filho e parar de tomar a pílula que iniciou essa transformação. Foram as duas listrinhas rosas. Lembro até hoje da sensação de incredulidade. Será mesmo? E era. Era a minha vez de crescer, de cortar o meu cordão umbilical com minha mãe para eu mesma me tornar mãe. Mas o momento chororô mesmo, aquele que fez escorrer as lágrimas, foi quando escutei o coraçãozinho da minha filha pela primeira vez. Era verdade. Havia um serzinho crescendo dentro de mim. Eu podia. Eu iria gerar uma vida. E essa sensação é maravilhosa. Inexplicável. A barriga crescendo. Sentir o bebê se mexendo. Quando dizem que a mulher se sente poderosa, não é da boca pra fora, não. A gente se sente poderosa. Bonita. Forte. Eu senti que tava cumprindo um papel muito importante na minha história. Eu estava gerando uma outra vida. Desde que eu e o Nani decidimos ter um filho eu sentia que seria uma menina. E até o dia em que vi na eco (lá pelos cinco meses, pois essa guria vivia de pernas fechadas) sempre senti que esperava uma guriazinha. E passei a visitar minha infância em pensamentos, a lembrar de mim criança, a pensar se minha filha seria parecida comigo ou não. Pensei muito na minha mãe, em como eu vivi a vida inteira achando que ela sabia tudo e tirava as coisas de letra, que tudo pra ela era fácil, ela já devia ter nascido sabendo, pois era muito segura no que fazia. Engano meu. Ela devia ser como eu, insegura, tentando acertar, tentando ser uma boa mãe. O que ela sempre foi. Tive amor de sobra. Nos nove meses eu li muito sobre gravidez, sobre o desenvolvimento semana a semana da minha filha, sobre os primeiros meses de um recém nascido, mas confesso que isso tudo dá uma base. E só. É na hora do olho no olho e o bebê no colo é que a gente percebe que tudo vai ser único. Não há manuais. Há o aprendizado diário. O choro dela é único, reconheceria a quilômetros de distância. Sei como ninguém o jeito dela de se espreguiçar, de dormir, de reclamar de fome, de cólica, de sono... E tudo muda. Quando ela tinha 8 dias de vida, ela engoliu o vômito enquanto dormia. Se engasgou. Foi pro hospital. Nunca em minha vida eu havia sentido dor maior do que a que senti com medo de perdê-la. Tenho até hoje a imagem dela sem reação. É um desespero cortante. Hoje consigo imaginar a dor de pais que perdem filhos. Não há dor comparada a essa. Depois de passar um dia com ela no hospital, percebi que havia crescido de verdade. Agora poderia me considerar uma pessoa adulta. Não tinha como recorrer aos meus pais. Era eu e aquele bebezinho lindo, indefeso e dependente de mim. Eu tinha que cuidar de alguém agora. Não é mais só a gente. Não é só pegar uma mochila e botar o pé na estrada sem olhar pra trás. Agora há uma criança. E ela traz milhares de responsabilidades. A começar que se eu quiser passar o dia sem comer ou comer só porcaria, já não posso mais. Tenho que me alimentar bem, pois eu alimento uma outra vida. E mais um monte de responsabilidades que não nos fazem donos da verdade e os doutores segurança. Pelo contrário. As bases tremem, o medo de não saber, de não conseguir bate de vez em quando na gente. Mas aí a gente vai assim mesmo. Segue em frente. Segue o instinto. Deixamos o amor nos guiar. E tudo vale a pena quando a gente vê o primeiro sorriso, reconhece cada aprendizado da filha e, principalmente, vê aquela mãozinha pequena em nosso peito, enquanto mama e nos olha fundo nos olhos. Essa transformação é única e não tem mais volta. É uma vida nova. Sei que já escrevi minha história antes de ser mãe. Escrevi, vivi e gosto de cada página deste meu livro. Tudo foi feito com paixão. Agora eu comecei uma outra história desde aquelas duas listrinhas rosas. E tô apaixonada por ela.

Imagem: patricia metola

quarta-feira, 4 de março de 2009

...

"É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus venha quebrar no nosso nariz."

"Uma mentira pode dar a volta ao mundo... enquanto a verdade ainda calça seus sapatos."

Não sei a autoria, mas diz muito.

segunda-feira, 2 de março de 2009

minha linda...

não dá vontade de apertar, de beijar muito, de abraçar mais ainda? pois é... faço tudo isso. Só não aperto mais porque ainda só tem dois meses e meio, hehehehe. Ela tá safada. Chora quando tá no carrinho, aí chego perto pra ver o que é e ela abre o sorriso mais gostoso desse mundo. Ela é calma, esperta, sorridente...

... e campeã do primeiro turno do Campeonato Gaúcho! ;)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

nós e o amor

Há mais de 20 anos que nossas vidas estão ligadas de alguma maneira. Ou um olhar, um beijo, um pensamento, muita vontade... mas sem dúvida nenhuma, amor de sobra. Amor que a cada dia é mais forte, mais maduro. E maduro porque estamos crescendo juntos, com nossos erros, nossas diferenças. O importante é que estamos com uma vontade muito grande de acertar. E assim estamos escrevendo nossa história. Nossa e da Juju agora.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

o sentido da vida

Existe alguma coisa mais gostosa que isso? Um dia, simplesmente, ela acordou sorridente. E deste dia em diante, eu me derreto a cada sorriso. Posso acordar com uma tonelada de sono lá pelas duas da manhã, quando ela está resmungando pra mamar que é só chegar perto dela e ela me abre o sorriso mais lindo que conheço. Não há sono que resista. Eu, sempre muito dorminhoca, levanto feliz. Se Deus fez algo mais belo que filhos, ninguém descobriu ainda.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

este dia

Hoje o dia está mais bonito, mais alegre, mais vivo. E por que? Porque hoje tu acordaste sorridente, minha filha. Tu estás com o sorriso solto. Já havia esboçado uns sorrisos enquanto dormia, na hora de mamar e em outras ocasiões. Mas nenhum foi como hoje. Eu conversei contigo e tu me deste o sorriso mais lindo que já vi em minha vida. Fiquei boba. Dei risada. Chamei o teu pai pra olhar. E não foi só um sorriso. Foram vários. Todas as vezes que conversava contigo, que brincava, até na hora de ir mamar tu me deste um sorriso gostoso. Derreti. Sou a mulher mais feliz deste mundo. Tenho tu, a filha que amo demais e que acompanho em cada detalhe o teu crescimento. Como isso é belo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

só podia ser Drummond

"Como fazer feliz meu filho?
Não há receitas para tal.
Todo o saber, todo o meu brilho
De vaidoso intelectual...

Eis que acode meu coração
E oferece, como uma flor,
A doçura desta lição
Dar a meu filho o meu amor."

"seo" Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

essa menina

Porque essa pessoinha me ensinou muitas coisas. Uma delas é não ser egoísta, é pensar no outro verdadeiramente. É amar sem medidas o maior e mais sincero amor do mundo... aquele amor que não pede nada em troca. Ela me ensinou a ver a vida de outra maneira.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

papai noel existe sim

pelo menos, ele apareceu pra mim e me deu esse presente!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

triste mundo

Venho aqui postar sobre o nascimento de minha filha. Momento único na vida de uma mulher. Indescritível. E há quase um mês sinto ela todos os dias nos meus braços, se alimentando de mim, do meu leite, precisando de meus cuidados... e vejo cada evolução dela. Uma vida desabrochando debaixo dos meus olhos, das minhas asas. E no meio de tudo isso, assisto pela televisão o noticiário sobre o conflito na Faixa de Gaza. O que mais me arrancou lágrimas e acordou uma dor feroz foi ver crianças mortas por essa estupidez humana, estupidez de gente grande. Meu coração apertou ao ver um pai beijando o rostinho inocente de sua filha morta - uma menininha muito parecida com minha Ju. Senti a dor daquele pai. Lamentei viver num mundo onde as pessoas se matam por credos diferentes, por se acharem donos da "terra sagrada", por se acharem melhores que os outros. Estúpidos. Quem participa dessa guerra, quem aprova ela, quem concorda e apóia, quem acredita nela e nos ideais que causam essa guerra. Triste mundo.
Que essa menininha que vi morrer por motivos que ela desconhece, voe alto, seja feliz onde quer que ela tenha alçado voo. Esse mundo não te merece.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

nasceu

Dia 15 de dezembro. Deste dia em diante, nada é como era. Tudo é novo. Pra ela, pra mim, pro pai, pro irmão. Pra família toda. É um amor que dói. Uma dor de chorar de felicidade. Sei cada movimento dela, enquanto dorme, enquanto se espreguiça, mama, chora... Ô vida essa! Eu não tenho mais nada que pedir nesta vida, já ganhei e muito com a vinda da Ju.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

...

"Eu tenho o meu caminho. Você tem o seu caminho. Portanto, quanto ao caminho direito, o caminho correto, o único caminho, isso não existe."

Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pode vir...

Já conheço parte do teu ser. Te gerei e te senti nesses quase nove meses completos. Senti teus soluços, teus chutes, socos, brincadeiras, cabeçadas... Sabia quando mexia reclamando, quando estava comendo... Te alimentei e gerei e sei que muitas vezes não consegui te oferecer tranqüilidade. Teve vezes que me estressei, que chorei, que tive medo, raiva e cada um desses sentimentos que me visitavam a alma, eu me culpava por te transmiti-los. Mas muita coisa foge do nosso alcance. Grávidas são uma montanha russa de emoções. E sei que tu também, inconscientemente, conheces parte do meu ser. Estamos hoje muito próximas de nos encontrar frente a frente. De olhar olho no olho. Aquele momento único e mágico que toda mãe deveria se entregar que é o olho no olho. Aquela troca de amor, carinho e um mundo de sentimentos. Sei que dessa hora em diante começarei a conhecer o restante do teu ser. Vou aprender contigo, conhecer teu tempo, tuas reações, tuas emoções... Sentirei angústia quando não conseguir decifrar teus enigmas, mas jamais deixarei de te responder com amor. Sempre. Do dia em que vi a faixinha rosa no exame de farmácia, sabia que seria eternamente apaixonada por ti. E está chegando a hora do parto. A hora daquela dor forte e marcante em que não nascerá apenas tu, mas nascerá também a Fabiana mãe. A ruptura entre ser apenas filha e ser mãe. Que tipo de mãe serei? Não sei. Quero aprender contigo. A única coisa que sei é que não quero perder um minuto do teu crescimento, da tua evolução. Quero estar ao teu lado sempre.
A qualquer momento, tu podes chegar. E eu quero te dizer que estamos - eu, teu pai, avós, dindos, tios e tantas pessoas queridas - felizes a tua espera.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

tá perto...

É... tá perto... daqui há pouco vou conhecer tua carinha, te sentir em meus braços, te amamentar, te dar amor e muitos beijos. Ando ansiosa. Sonho com isso a noite. Tu tá grande e mexe bastante. Estou contando os dias minha linda Jujuba.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

...

"O mal neste mundo é que os estúpidos vivem cheios de si e os inteligentes cheios de dúvidas."

Bertrand Russel

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

...

"AMOR, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em Taltal não amanhece ainda a primavera.

Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.

Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações

tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos,
com todos confundidos, com homens e mulheres,

com a terra que implanta e educa os cravos."

Pablo Neruda

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

nani

te amo ontem, hoje e sempre.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

como assim?

Um domingo desses, trocando de canal pra procurar algo legal pra assistir passo por um programa chamado "Dr. Hollywood", em que aparecia um cirurgião plástico dizendo que toda mulher deveria amamentar somente por 3 meses seu filho para que a amamentação não afetasse a mama.
...
...
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Inspira, expira, inspira, expira...
Como assim? A que ponto chega a vaidade humana em que um pulha desses diz que para não cair os peitos, a mulher deve privar seu filho de receber o melhor alimento de seu início de vida, que é o leite materno? Que mundo é esse? Em que buraco enfiaram os valores da vida? E como dão um programa pra um imbecil desses falar? A estupidez humana me assusta.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

o meu moreno

Feche teus olhos rasgadinhos, quero ver o caminho que os cílios fazem. Quero namorar incansavelmente esta visão. Feche teus olhos e encoste tua cabeça em mim, quero sentir teu cheiro, acariciar teus cabelos e, como se fosse uma oração, declarar meu amor por ti ao teu ouvido. Vem, fique perto de mim. Fique junto à minha vida. Deixe eu te amar. Hoje e sempre.

Imagem: lauren bishop

textinho antigo

da época da faculdade. gosto dele.

Não toque na minha liberdade.
Me deixe ser eu mesma.
E assim tentarei ser a melhor pessoa que posso ser.
Não me limite ações, não queira podar meus sonhos.
Deixe eu errar e corrigir.
Cair e levantar.
É assim que vou aprender. Ou não.
Mas é assim que sei viver.
Não me ofereça teu estilo de vida.
Não me cuspa conselhos pré-moldados.
Ou coisas pré-estabelecidas.
O meu caminho faço com meus próprios pés.
Na direção que me der vontade.
Sou como bichinho arredio à regras.
Fujo das convenções.
Renego o senso comum.
Quero eu mesma criar minhas regras.

E quebrá-las, também.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

...

"Quando te vi, amei-te já muito antes
tornei a achar-te quando te encontrei
Nasci para ti antes de haver o mundo."

Fernando Pessoa